28.2.11

Fuck off. I'm ready to explode

  Porra, por que você não vai logo? Você quer ir, eu sei, eu sinto. Vai doer mais do que qualquer outra coisa, vai doer pra sempre, você nem tem noção mas se vai melhor para você, só vai. Eu não quero ficar pensando se você vai me trair ou me magoar ou sei lá, qualquer outra coisa. E por que a ideia dele me machuca mais que a de sempre? Será que é por que parece que você está só dando corda pra ele, e se você magoar ele também, e se você me magoar com ele. Não, vai ser beeeem pior se eu só parar de sentir ciúme, ciúme é a prova de que eu te amo.

  Por que tudo isso começou mesmo? Eu começo a me perguntar por que eu estou aqui, por que você está aqui, por que eu tinha que querer você tão fortemente a ponto de querer viver com suas esquisitices, a ponto de aceitar que eu e ela vamos acabar nos matando quando eu perder o controle. Nós sabemos que eu vou acabar cedendo.

  Tenho medo de tudo. Tenho medo de você cansar. Tenho medo de elas estarem certas e você nem gostar mesmo de mim. Tudo isso está tão errado.
  Desculpa.

Love you, girlfriend ♥

  Eu não vou embora, não precisa se preocupar com isso. Eu só não gosto de como eu me sinto. Eu não consigo falar com você sobre isso. Você vai ficar achando que eu não gosto mais de você, vai achar que eu quero ir, vai prometer coisas, eu não quero e nem preciso disso. Eu só preciso e quero você, desse jeito todo estranho que você é, fazendo eu me sentir mal por existir às vezes, fazendo eu querer me matar, me fazendo feliz.
  Ele não aguentaria isso, ou será que aguentaria? Ele te conhece de verdade? Eu te conheço de verdade? Será que alguém te conhece de verdade? Eu tenho tanta vontade de dizer, vai, faz o que você quiser e não ligar mas não dá. Tudo que eu quero agora é me enfiar na minha cama e não levantar mais. Acho que to ficando deprimida. E os utensilios na parede não param de me chamar, não param de me seduzir. Eu preciso de um tempo só com você. Eu preciso me enganar um pouco. Eu preciso de ar.



    "É a coisa mais bonita que eu já vi. Eu fecho os olhos e percorro seus caminhos com meus dedos. A pele macia. O nariz imperfeito. A boca, um desenho inesperado. Você é toda um paradoxo. É como se alguém pegasse cada peça e fizesse uma pequena imperfeição, como uma marca, e juntasse tudo num rosto. O mais perfeito e imperfeito possível. Lindo, tão lindo que quase dói. Dá a impressão que o Criador quis brincar com a mente daqueles que limitaram o mundo com seus padrões de beleza. Criou você. Você que anda por aí, cabelo caído na cara, não é sutil, nem deveria ser. Te vi chorar. No fundo, fico feliz de saber que se eu fosse agora você ainda sentiria algo. Parece um anjo quando chora. Eu me afasto cada vez mais. Não posso ficar. Porque entre uma carícia e outra em seus cabelos eu perderei o controle e arrancarei todos os fios. Não posso ir embora. Eu sempre volto para um último abraço. Então chora, anjo, chora. O jogo só acaba quando você for embora. Enquanto isso eu vou tentando fazer você parar de me amar. Eu jogo tudo na lama, tudo que significa. Traição, engano, agressões. Peço um carinho. Não vai embora. Pra começar tudo de novo. Então chora, porque quando você cansar de chorar o jogo acabou e ambas perdemos. Pa pa pa pa. Cabeça. Parede. Parede. Cabeça. Pa pa pa pa. Um tapa, dois, três. Então me mata amor, me mata e acaba logo com isso. Eu gosto da dor. A sua auto-suficiência comedida. A minha carência desesperada. As baratas, as vozes, o medo. Me mata, amor. Um passo, dois, três. Você anda pra longe. Eu no chão. Cabeça, parede, cabeça, parede, mais rápido, mais forte. Me mata pra a gente ser feliz. Suas mãos, minha garganta, apertando devagar. Sem ar. Só mais um pouco amor, aperta mais forte. Você me solta, lágrimas escorrendo por todos os lados. Você vai embora devagar. Não é mais minha. O jogo acaba aqui." 


    Love you, my evil psycho bitch.

16.2.11

Um talvez adeus

 Não, não era pra doer daquela forma. Era para ser um alivio até, mas depois de tudo, de todos os acordos eu passei a amar aquela menina de verdade.  Eu sei que não devia.
 Foda-se.
 Não posso deixar que ela vá. Dói tanto quanto se fosse com a minha namorada. E ela tinha que falar aquilo? "Dói. Dói saber que eu não vou mais ver seu sorriso quando eu falo qualquer coisa." Aaaahhh, manoo, tava pedindo pra eu chorar até morrer, né? E foi só o que eu fiz. 
  
  Owww, nós podiamos sim ser uma música. E quando acabasse a gente ia ficar esperando até ela tocar de novo pra gente poder viver tudo de novo.